terça-feira, 3 de março de 2009

Íntimos a parte

Caso fosse iniciar previamente alguns grifos neste emaranhado negro de papel virtual, por onde começaria?Se é que o inicio existe como tantos já relataram, o meu início seria por onde?Quanto mais envelheço a frustração de não conseguir sintetizar os momentos vividos se torna ávida.Discorrer sobre fatos ocorridos já se faz rotineiro na mente, porém, quando se sente necessidade de desenhar num papel as formas obliquas ou não de o todo percorrido, as falhas memóriativas exaltam-se.Todos os dias objetivo ter certeza sobre aquilo que acho que imagino, ou que me é inconscientemente predisposto a imaginar. Todos os desejos e vontades que sentimos são impostos sobre pena de morte?Calcular o tempo e intensidade a partir do breve conhecido de cada individuo, se torna impossível. Porque então, o meu tempo pra obter certas certezas e firmar aquilo que o meu intimo do intimo qualificou como ótimo, se faz tão massante, doloroso, distante e único?Porque punir meu corpo, meus pensamentos, minha razão com tamanha força de repugnação, para assim fazer o que eles acham o mais correto?E porque há espanto em saber que se é amado tão facilmente?Ao instigar minha mente insana a concretizar algo abstrato, falhas antecedem.Vivi momentos de emoção a ponta do abismo, onde se esta para cair, mas sua própria força, sei lá de onde, te retrai.Como eu diria que sinto paixão por alguém, que tem alguém apaixonado?E como discernir sobre o que é amor e o que se transformou em comodismo?Esta pergunta ecoa aqui dentro deste corpo!Não! Não sou eu que passo por este momento da vida. Momento que é decisivo quando se tem uma pequena possibilidade de mudar a vida, suas relações com ela.A partir de uma frase extrínseca, pude conformar a minha provável atitude numa situação próxima. E por onde trafegaria, caso fosse e será necessária uma mudança na forma de atuação?Pois bem, se está bom, porque eu mudaria?Seria conveniente?Pois tenho algo fixo, concreto, rotineiro, que gabarita muitos desejos antes não sanados, mas que de tempos adiante, foram e são!Ainda sim, aquela fonte de querer mais e conquistar novas “algumas coisas”, perpetua ecoando nas entrelinhas de minhas palavras mesquinhas.Tenho exatos vinte anos, e vivo uma vida, a minha.Que na verdade nem sei se é minha, mas que me deram, e eu a continuo de forma mais feliz com que acredito ser.Com as formas de encontrar o prazer em coisas. Mas espere! Encontrar o prazer em coisas?Também, mas o principal, encontrar a beleza e o prazer nas relações dia-a-dia, é o meu maior gosto.Quantas vezes por segundo busco sanar minhas necessidades por vezes atribuída indiretamente?Ahhhh !!Varias não é?Numa mudança de personagem...O que faria, se te dissessem assim: não tenho medo de você sair desta possível relação arrazada, mas sim de ela “perder” o que já tem pelo desejo de ter você, e você após a conquista não mais a desejar com tamanho vigor!Ainda sim, responderia:O meu desejo vai além! Além do que ela possa imaginar.Além de uma mera conquista de um tal fruto proibido. Não adentro a questão de adão e Eva.Segue um pouco mais de somente isso.Compartilhar, palavra batida já não é?Presenciar junto;Fazer parte de uma parte diferente;Receber uma cultura específica;Descobrir os caminhos da tal formação dela humana;Conhecer as palavras mais usadas;Paralisar frente suas expressões, estas que só terão vida após cada situação em tempo diferente;O desenho do rosto, as curvas pré-moldadas como já dizia Antonio Carlos Jobim, nos faz querer lapidar;Persuadir tornou-se arma.Mas extremamente do bem, já que somos instruídos as mazelas do viver pós-moderno.E ela me indaga: ta esperando o que, uns dedinhos de ouro?A vontade de responder se cria: “sim, os teus”Se eu deixa-lá, quieta, sem mais, ela reveria palavras lançadas?Não, não, não!Ó saudoso diário, de bordo, ainda tecerei palavras tão ricas e numa ordem desordenada que jamais terás visto.Enquanto isso se segue a historia, mesmo porque nunca para. É incessante, necessária, e sem liberdade.Não serei a certeza de um amor coberto de cotidiano, serei a certeza de um amor ainda não provado, que é maior do que se sente, e do que se possa imaginar..
O que eu, poderia construir sobre a palavra “complexo”?Quando você busca saber o que alguém sente por sua construção histórica, a resposta pode não ser muito grande, contida de uma ordem lógica para a sua compreensão intrínseca.
Com isso, disse-lhe uma vez, defina você o que sente:
R: demasiado complexo!

1 comentários:

o MeninO do lado__ disse...

Quer coisa mais complexa que o amor cotidiano, que de cotidiano não tem nada nunca?

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